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Jornal da Comunidade noticia homenagem do Cenb ao presidente do Sinduscon

Monday, October 3, 2011 @ 05:10 PM
Lara Cristina

Homenagem do Clube de Engenharia de Brasília (CENB) ao presidnete do Sinduscon – DF, Júlio Cesar Peres, foi destaque no Jornal da Comunidade. Confira:

Um exemplo de profissional

Clube de Engenharia de Brasília homenageia o presidente do Sinduscon-DF, Júlio César Peres, com almoço em churrascaria, o qual reuniu diversas celebridades do segmento da construção civil
AMANDDA SOUZA  

Redação Jornal da Comunidade

Júlio César Peres recebeu o prêmio das mãos de João Carlos PimentaEm almoço na terça-feira (27) na Churrascaria Porcão, Júlio César Peres, engenheiro civil e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), recebeu um prêmio como exemplo de profissional das mãos de João Carlos Pimenta, presidente do Clube de Engenharia de Brasília (Cenb). Em meio a profissionais do setor e a mais de 200 pessoas, o homenageado cumprimentou os convidados, a maioria engenheiros e colegas do segmento da construção.

“É com satisfação que recebemos um prêmio deste. Sinto-me feliz em receber homenagens como esta. Isso me faz voltar no tempo, resgatar minha trajetória profissional. Agradeço à minha família, aos amigos, destaco meu amor à minha profissão de engenheiro, que surgiu em 1961, quando reativei a empresa fundada pelo pai, César Peres, a Construtora Ipê Ltda.”, disse.

João Carlos Pimenta explicou que o prêmio é uma homenagem feita pelo Clube de Engenharia às pessoas ligadas ao setor pelo trabalho exercido. “Há pouco tempo ele (Júlio César) assumiu o Sinduscon, um dos órgãos mais importantes em nosso segmento. Estamos dando as boas vindas a ele. Foi uma sugestão minha e teve aprovação unânime”, afirmou. Júlio César foi eleito presidente do Sinduscon-DF, em maio de 2011.

Júlio César Peres recebeu o prêmio das mãos de João Carlos Pimenta

Júlio César Peres recebeu o prêmio das mãos de João Carlos Pimenta – Fotos: Sandro Araújo

Após cumprimentar os convidados, a mesa principal foi montada com autoridades como os secretários de Transportes do GDF, José Walter Vazquez; do Meio Ambiente, Vicente Falcão; Obras, Oto Guimarães; e Ciência e Tecnologia, Gastão Ramos; além da presença do presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), Adalberto Valadão; do deputado distrital Aílton Gomes, do presidente do Clube Engenharia, João Carlos Pimenta, e do próprio Júlio Peres. Após um discurso do homenageador ao homenageado, foi servido um delicioso churrasco.

“Uma homenagem vindo da classe da gente, do Clube de Engenharia, nos enche de orgulho, estimula que trabalhemos cada vez mais para o setor, não só como engenheiro que sou, como também pela entidade que represento. Isso me anima, pois temos o reconhecimento dos meus próprios pares, do meu meio. Colocamos o sindicato com força total a serviço do desenvolvimento do Distrito Federal”, discursou Júlio, entusiasmado.

Apreço da classe

Adalberto Valadão ressaltou que todo prêmio concedido a determinado setor é uma demonstração de um reconhecimento do que o próprio segmento está realizando. “De fato, há um reconhecimento do trabalho do Júlio César em prol deste setor. Quando um setor está bem organizado e ganhando bem, quem ganha é a cidade, e a população que obtém qualidade de vida, com escolas, hospitais, asfalto, residências, entre outras coisas. O que a construção civil faz é construir bens que ajudam a sociedade”, afirmou.

O secretário de ciência e tecnologia, Gastão Ramos, como amigo, foi ao evento prestigiar o nome do dia. “Estou aqui porque sou engenheiro. É uma homenagem merecida ao presidente Júlio Peres, crescemos nesta cidade”, disse. Oto Guimarães, secretário de Obras, disse que a festa foi um presente para todos os engenheiros. É uma valorização da classe, do profissional, das empresas. A gente se sente de alguma forma contemplado nesta homenagem”, elogiou.

Além disso, ele comparou o sucesso destes profissionais da área ao crescimento do setor em Brasília. “Em qualquer lugar do mundo, e aqui não é diferente, pensar em crescimento sem pensar em valorizar o setor de construção não tem lógica. A Secretaria de Obras está trabalhando para valorizar a classe, o profissional e as grandes empresas, de maneira que Brasília tenha toda a estrutura e um melhor conforto para a comunidade cada vez mais”, revelou.

O Cenb tem tradição de realizar estes encontros, destacando engenheiros que têm e tiveram ação expressiva em Brasília. A última homenagem foi ao vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, em março deste ano.

Jornal da Comunidade fala sobre um bom projeto e entrevista Silco e Cenb

Tuesday, September 27, 2011 @ 06:09 PM
Lara Cristina

O Jornal da Comunidade produziu, na última semana, uma reportagem sobre . Leonado Guerra, diretor da Silco Engenharia e João Carlos Pimenta, presidente do Clube de Engenharia de Brasília falam sobre o assunto em entrevista. Confira (aqui):

 

Projeto bom, execução melhor


Tornar os ambientes de empreendimentos coerentes só é possível com a elaboração de bom projeto. Novas ideias surgem, com propostas capazes de oferecer ao morador o desejado bem-estar

MAYCON FIDALGO
mfidalgo@jornaldacomunidade.com.br  Redação Jornal da Comunidade

A planta de um imóvel assume papel preponderante na concepção e estruturação de um novo empreendimento imobiliário. O êxito de qualquer obra se apoia no desenvolvimento de um bom projeto, o qual adequará vários conceitos, fazendo com que as partes da casa adquiram sentido próprio e possibilitem ao morador o desejado bem-estar.

O projeto deve ser resultado de um tempo considerável de pesquisa, capaz de proporcionar uma bem-feita planta – profissionais apontam que, dependendo da obra, gastam-se seis meses na idealização do empreendimento. Desse modo, há grande chance de a obra se tornar um sucesso. Em Brasília, o pensamento por trás da execução de um empreendimento ganha novos contornos, principalmente pelo fato de a capital federal ter poucos espaços para novas construções e os terrenos disponíveis resultarem em um produto criativo, aproveitado em todo seu potencial.

A construtividade tem requerimentos específicos de várias especialidades. O projeto é a descrição gráfica e escrita das propriedades de um serviço ou obra de engenharia ou arquitetura, que envolvem diversos profissionais durante meses de concepção. Neste processo, a compatibilização de projetos – o método de tornar os elementos da obra coerentes entre si – integra diferentes ideias e estuda interferências de diversas áreas que influem na construção de um empreendimento.

Hoje, o país enfrenta a separação entre o projeto e a obra. A falta de integração entre os dois protagonistas de uma boa execução gera uma falta de racionalização no processo de desenvolvimento do imóvel. O presidente do Clube de Engenharia, João Carlos Pimenta, atesta que no Brasil há uma cultura de desvalorização do projeto – muitos acham que é só um pedaço de papel e não tem nenhum valor considerável na execução de uma obra.

“Os brasileiros não possuem uma cultura de valorizar o projeto, porque, geralmente, querem gastar pouco tempo com ele, achando que não desempenha um papel fundamental. Assim, muitos executam obras rapidamente e elas acabam demorando mais que o esperado. Isso acontece porque um mau projeto dá tropeços e encontra dificuldades no desenvolvimento”.

Normas técnicas
A compatibilização do projeto é desenvolvida em muitas etapas: o estudo preliminar do terreno, o anteprojeto, projetos legais e executivo, criação de soluções, até a verificação de eventual interferência na execução. “Nós vemos muitos fios passando por fora das construções, porque não se previu uma tubulação condizente. Um projeto cuidadoso tem de estar firme, seguir normas técnicas – tanto no aspecto das áreas quanto no da segurança –, ter fundações e estruturas seguras e compatíveis com o acabamento que ele vai receber e com o vento que ele vai suportar”, enumera Pimenta.

O projeto tradicional perdeu lugar para o conceito de sustentabilidade. É recorrente a implementação de uma consciência sustentável em muitos empreendimentos. A construção de um imóvel adequado a este conceito começa no levantamento feito por profissionais sobre a área de construção, a verificação de disponibilidade de água no subsolo, o tipo de vegetação regional e outros fatores que atendam as normas mais exigentes.

 

João Carlos Pimenta, presidente do Clube de Engenharia, acredita que há no Brasil uma cultura de desvalorização do projetoFoto: Dinah FeitozaJoão Carlos Pimenta, presidente do Clube de Engenharia, acredita que há no Brasil uma cultura de desvalorização do projeto

 Cliente exerce muita influência

 O estudo sobre o que o mercado está exigindo, passando pelo que o morador idealiza ter, se afigura como preocupação entre construtoras e incorporadoras.  O gerente regional da EBM Incorporações, Fábio Teles, avalia que há maior interesse em saber o que o cliente está querendo no imóvel a ser projetado, sem deixar de considerar a importância da análise do terreno e da localização.

“Além de vários outros fatores do projeto, as atividades e interesses do público gerarão a estrutura do projeto. Hoje analisa-se o perfil da pessoa que morará em certo empreendimento e projeta-se espaços que atendam a necessidade do morador”, indica Teles. “O fundamental vai ser o desejo do cliente. Mas, além dos aspectos do cliente, o que o mercado está fazendo também é levado em conta. Os aspectos técnicos também são importantes – tem de ser um conjunto que tenha um padrão de acabamento elevado”, completa.

O projeto específico para determinado tipo de público é a nova exigência do mercado imobiliário. “Para um público família, o imóvel é projetado atendendo a certas necessidades do cliente. Geralmente, a cozinha se torna uma parte da casa em evidência. Assim, ela é projetada para se tornar adequada a receber convidados, parentes e amigos”, sugere Teles.

Em contraponto, “se o morador é jovem e solteiro, valorizamos muito a varanda da residência. Nos novos empreendimentos, temos a varanda gourmet, que tem a sala e a cozinha integradas”, completa.

Os projetos se sustentam primordialmente no interesse de marketing da empresa em atender as necessidades do cliente: “Este é o ponto básico para desenvolver um bom produto final”, enfatiza Teles.

No mercado imobiliário aquecido e em constante mutação, vários projetos são elaborados para otimizar melhor os espaços de um imóvel. “Uma solução de arquitetura em que tenha uma perda de espaço grande é muito ruim para o cliente. Ele vai pagar por um espaço que efetivamente não vai usar. Mas tudo depende do formato do terreno, da norma de gabarito e de outros aspectos”, comenta Leonardo Guerra, diretor da Silco Engenharia.

Para evitar a perda de espaços que poderiam ser aproveitados melhor, há um consenso entre todos os profissionais envolvidos no processo. Guerra ressalta que um projeto leva aproximadamente seis meses para ser efetivado, desde sua concepção e execução até a aprovação feita pelos órgãos competentes.

 

 

 A revista Veja dessa semana (28/08), trouxe uma reportagem especial sobre o mercado imobiliário de Brasília. O presidente do Clube de Engenharia de Brasília, João Carlos Pimenta entrevistado na matéria, fala sobre a expansão do mercado local. Entre os exemplos citados na reportagem está o Île de la Citè, lançamento da Silco Engenharia, comercializado pela Paulo Baeta Empreendimentos Imobiliários. Confira:

 Revista Veja – 28 a 4/09/2011

Boom Imobiliário

Grandes empreendimentos em todas as regiões do DF

Construtoras, imobiliá- rias e incorporadoras de todo nível, até de porte internacional, instalam- se em Brasília neste momento, investindo num mercado crescente.

Condomínios verticais e horizontais, em construção, destacam-se nas áreas  mais   valorizadas do Distrito Federal, como também surgem em setores periféricos já cobertos pelo Metrô. Há uma movimentação geral no setor.

Os preços dos imóveis novos em Brasília  nivelam-se hoje aos mais caros do país e incrementam o mercado local, numa cidade onde o poder aquisitivo é reconhecidamente elevado. O Distrito Federal, de modo geral, está vivendo um boom imobiliário.

Imóveis muito caros no DF

O elevado poder aquisitivo da população brasiliense e o alto custo dos terrenos disponíveis são fatores que geram preços muito altos para os imóveis no Distrito Federal. O custo do metro quadrado em área construída  vem sendo, na média, um dos mais altos do país, ultrapassando a marca de R$ 10 mil em diversas áreas.

Um dos fatores para o aquecimento do mercado é a valoriza- ção salarial dos servidores. O funcionalismo é o principal alvo para a venda de imóveis novos, com crédito consignado nos contracheques, a juros mais baixos.

O presidente do Clube de Engenharia de Brasília, João Carlos Pimenta, reconhece que o mercado está em expansão. O DF tem demonstrado  ser um local excelente para investimento em construções, sejam elas residenciais ou comerciais.

Sobre o alto valor dos terrenos, informa que, em alguns casos, a fração ideal está mais cara do que o custo da construção, o que não é comum em outros grandes centros brasileiros. Segundo sua análise, em Belo Horizonte essa proporção fica em torno de 20%.

Ele fala sobre as novas áreas do DF, dizendo que o Sudoeste, por exemplo, é um setor praticamente  ocupado, mas com problemas de origem, no que se refere ao sistema viário. Algu- mas vias principais  dessa região não têm as duas  faixas e a parte de fundos das comerciais não foi usada para estaciona- mentos, o que geraria mais comodidade  para a população.

Em Águas Claras, houve certo exagero no uso da área, com taxa de ocupação muito elevada. Para facilitar  o deslocamento da população, há soluções ainda não implementadas, inclusi- ve com a previsão de mais quatro viadutos. Essas obras, quan- do feitas, poderão melhorar sensivelmente a situação de quem mora na cidade, onde já se registra mais de 50% de ocupação, levando-se em conta os prédios concluídos.

O Noroeste, em início de implantação, surge como um projeto em busca de novas soluções, no qual houve preocupação com a questão do meio ambiente e com critérios modernos de sustentabilidade. Será uma área que, na prática, apresenta- rá menos problemas do que Sudoeste e Águas Claras. Por isso, os preços dos imóveis em construção nessa região estão entre os mais elevados do DF.

Mercado em constante expansão

A tendência da construção civil em Brasília é de alta. A reação a partir do segundo semestre promete gerar boas notícias,  podendo registrar 15% de expansão em relação ao ano anterior.

 A avaliação é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon), Júlio César Peres. Segundo ele, a análise não é otimista,  é real. Além dos empreendimentos lançados pelos grandes grupos, o Governo do Distrito Federal também vai investir em construção de casas e apartamentos, e retoma agora as obras públicas.

 A preparação da cidade para a Copa  do Mundo de 2014 está saindo do papel e o setor imobiliário não tem do que se queixar, ampliando  cada vez mais seu espaço. O ano de 2011 promete gerar muita mão de obra.

 O mercado imobiliário no DF vem de boas performances nos últimos anos, como em 2008 e 2009,  quando cresceu  em média 20%. Agora a tendência é de uma expansão um pouco menor, mas deve acabar o ano reagindo bem.

 Antes, havia o boom de Águas Claras e Sudoeste, mas abriram-se outras opções, existindo hoje espaços em cidades mais distantes, como Ceilândia e Samambaia, e também no Guará, consideradas  como áreas apropriadas para a classe média.

Nas novas regiões onde o desenvolvimento começa a ser notado, há shoppings e surgem outras atividades, entre as quais  os centros de expansão da Universidade de Brasília. Percebe-se nas antigas  cidades satélites a tendência pela verticalização e pela instalação de grandes condomínios, com itens sofisticados de conforto, o que parecia improvável há pouco tempo.

Novas áreas

O desenvolvimento do mercado imobiliário parte para outras áreas, en- tre as quais a cidade brasiliense do Gama, agora com esperança de vir a contar com um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). O progresso atinge também cidades goianas, situadas no Entorno de Brasília, como Novo Gama, Cidade Ocidental, Valparaíso e Luziânia.

 “Brasília tem o segundo mercado do país. Aqui é uma escola para o investidor. Imóveis de qualquer tamanho encontram compradores que os adquirem na planta, vendendo ao final da obra, para a compra ou troca por um maior, seguindo-se outros investimentos”, diz o presidente do Sinduscon, comentando que o cliente no Distrito Federal sabe o que quer.

 “O brasiliense gosta de material de qualidade, de bom acabamento, e de conforto. Hoje os prédios precisam oferecer em suas áreas comuns alguns itens de lazer, como sauna, piscina, churrasqueira, espaço gourmet, etc. O consumidor  valoriza seu lazer e esses equipamentos valorizam o imóvel”, explica.

 Um exemplo típico de projeto que representa o novo momento imobiliário brasiliense é o Edifício Île de la Cité, o primeiro empreendimento do projeto “Paixão pela França”’, em implantação no Noroeste.

 A poucos quilômetros do centro de Brasília, essa proposta homenageia nobres regiões francesas, como a própria  Île de la Cité, uma das duas ilhas do Rio Sena, no centro de Paris. Os ambientes das áreas de lazer foram batizados com nomes franceses, como Olympique  (sala de gi- nástica), Provence (sauna) e La Seine (piscina).

 A explosão de novos empreendimentos é observada também no surgimento de condomínios horizontais à beira do Lago Paranoá, sob a opção de apart-hotel, mas já com fixação de residência por parte de muitas famílias.

 Em áreas mais distantes do centro, destacam-se condomínios horizontais de perfil diferente, cinematográficos, com heliporto e condições especiais de segurança, que oferecem comodidades típicas de hotéis de cinco estrelas.

 Onde o boom torna-se menos  visível é na Saída Oeste de Brasília, ape- sar da existência de centenas de condomínios residenciais que surgi- ram de forma desorganizada na região de Sobradinho que começam a ser regularizados. A perspectiva da inauguração da Torre Digital, no Colorado, com projeto de Oscar Niemeyer, pode movimentar a área, pelo potencial turístico desse monumento.

 Há expectativa sobre a possível implantação  do segundo aeroporto do DF (destinado a cargas) na região de Planaltina, o que pode gerar fluxo de desenvolvimento  especial na Saída Oeste. Mas este é um projeto ainda muito distante da realidade.

Águas claras, um fenômeno nacional

 O destaque imobiliário do Distrito Federal é Águas Claras, cidade com menos de 20 anos de instalação, em permanente construção.  Localizada entre Taguatinga e Brasília, é a principal opção de moradia da classe média, principalmente  dos recém-casados e dos solteiros, abrigando por enquanto cerca de 140 mil moradores.

 A renda bruta domiciliar mensal média apurada para Águas Claras é de R$6.823,00 (contando  moradores das duas áreas onde moram famílias de poder aquisitivo mais baixo: Areial e Arniqueiras).

Nas construções verticais, todos moram em apartamentos novos. São prédios que têm, em muitos casos, mais de 20 andares – situação impossível  de se encontrar na Brasília tradicional, onde  as construções residenciais não passam de seis andares, hoje praticamente  sem lotes disponíveis para novos empreendimentos.

É impressionante a velocidade com que as atividades comerciais se desenvolveram  em Águas Claras, inclusive com a instalação de grandes centros comerciais, entre os quais se destaca o Águas  Claras Shopping,  além de supermercados, faculdades, etc.

 A cidade conta com o Parque Ecológico de Águas Claras, oferecendo trilhas para caminhadas, várias quadras de vôlei e futevôlei, Escola da Natureza, além de uma unidade da Polícia Florestal. Dispõe também  de floresta preservada, com riachos e dois lagos.

 Quem  mora em Águas Claras costuma dizer, com certo exagero, que está ali o maior canteiro de obras do Brasil, com cerca de 500 imóveis construídos, 200 em construção e 300 lotes livres, totalizando mil lotes, constantes do projeto original da cidade, entre opções comerciais e residenciais.

 Mais de sessenta construtoras atuam no desenvolvimento da cidade, que virou referência em debates sobre urbanismo, pelo prazo curto em que está se formando uma população que poderá  ultrapassar a faixa dos 200 mil habitantes dentro de pouco tempo.

Noroeste,primeiro bairro ecológico

A Terracap, empresa estatal vinculada ao Governo do DF, vende os terrenos do novo setor Noroeste, classificado como o primeiro bairro ecológico do Brasil. Trata-se de uma nova região localizada entre a Asa Norte de Brasília e o Parque Nacional Água Mineral, onde estão sendo construídos  e comercializados 220 prédios, situados em vinte quadras residenciais.

 Prevê-se que, na conclusão do setor, deverão morar no Noroeste cerca de 40 mil pessoas, em prédios de até seis andares. Cerca de 200 prédios comerciais também serão implantados na área, em cinco entrequadras comerciais, todos esses com dois pavimentos e com vagas nas garagens de subsolo.

Justificando a proposta de implantar prédios ecológicos, o Governo do DF afirma que o recolhimento de lixo no Noroeste será feito por um sistema a vácuo, utilizado na Europa (Barce- lona). Com isso, não haverá contêineres nas ruas.

 Tem sido dito que o setor Noroeste terá sistema  para reaproveitamento da água da chuva e máximo aproveitamento da luz natural nos edifícios, entre outras modalidades de uso sustentável. Parece um sonho, a se conferir em futuro próximo.

Mais desenvolvimento, mais empregos

O Distrito Federal tem hoje cerca de 70 mil pessoas trabalhando na construção civil. O número, que está estabilizado desde o ano passado, deve crescer a partir deste semestre, principalmente  em função dos projetos para a Copa do Mundo.

 Empreendimentos imobiliários não param de surgir. O mercado de trabalho está aberto e quem  se aperfeiçoar pode passar a obter um bom rendimento.

 Os trabalhadores da construção civil no DF podem contar com oportunidades de crescimento e de valorização nos próximos anos. Há diversos cursos disponíveis em órgãos como Senai e Sebrae, como também em Organizações Não-Governamentais  e nas próprias empresas contratantes.

 Existe preocupação com a alfabetização dos operários, com sua segurança e com a relação de trabalho na construção civil com o meio ambiente. Em muitas obras são oferecidas aulas de reciclagem e de reutilização de materiais.

 No SENAI, um dos cursos de maior interesse é o de formação de mestre de obras. Realizado na própria construção, fora do horário do expediente, o treinamento foi iniciado para atender os operários que desejam crescer na profissão, beneficiando diretamente, também, os empresários que precisam de mão de obra mais qualificada. No currículo, além das disciplinas técnicas, há noções de trabalho em equipe, comunicação e liderança.

Meio ambiente preocupa sempre

O DF dedica preocupação  especial a questões relacionadas ao meio ambiente. No setor de construções, há estudos para eco- nomia de materiais e reaproveitamento de restos de demolição, questões que há algum tempo vêm mobilizando ambientalistas e empresários.

 Juntos, com apoio também dos trabalhadores, todos buscam a melhor  forma de livrar a construção civil da fama de grande poluidora da terra, da água e do ar. Eles querem agora gastar menos, aproveitar  as sobras, gerar empregos  paralelos às construções e cuidar do ambiente.

 É muita areia para cada obra. E também muito cimento, pedra, tijolo, ferro, cerâmica, metal e plástico. A quantidade de entulho em uma construção pode formar um volume gigante, que prejudica o ambiente em sua volta. Por isso, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em sua Resolução nº 307, de 2002, nomeou  os procedimentos e critérios para a gestão de resíduos formados na construção civil, com o objetivo de diminuir os impactos gerados por eles. O Conselho obriga todas as empresas a cuidarem de seus entulhos, reciclando-os, para que sejam reutilizados.

No Distrito Federal, diversas construtoras buscam adaptar-se às normas do Conama. A Comissão de Meio Ambiente do Sinduscon se empenha  para a conscientização do setor produtivo, de modo que seja minimizada  a geração de resíduos sólidos na construção civil. Em um segundo momento, busca-se a capacitação dos que fazem a triagem dos resíduos, usando-se técnicas de reciclagem.

 Ainda não há em Brasília um espaço próprio e acessível para colocar o material descartado, de modo que possa ser reaproveitado por cooperativas. Não existe a chamada área de transbordo. Segundo a Comissão  de Meio Ambiente, poderia ser criado um local que gerasse emprego àqueles que cuidam desse entulho, transformando-o em materiais reutilizáveis.

 Um exemplo é usar as sobras de cimento, de ferro e argamassa para criar blocos de concreto. Outros materiais descartados podem servir para a construção de meios-fios, bancos de praça, pequenas muretas ou consertos dentro da própria obra.

 No DF, cuidando da redução do impacto ambiental causado pela construção civil, estão em parceria a Federação das Indústrias, o SEBRAE, a Secretaria de Meio Ambiente, a Universidade de Brasília e outros órgãos. Eles querem mostrar ao governo e a empresários, operários e sociedade, que quanto mais racional e planejada for uma construção, e quanto maior for a conscientização dos agentes envolvidos, mais economia de material ocorrerá. Em consequência, menor  será o dano ao meio ambiente.

Capacetes cor-de-rosa nas obras

No SINDUSCON-DF e no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília, a opinião é a mesma: as mulheres já ocupam, e com eficiência, bons lugares na área da construção civil, como técnicas de segurança, engenheiras, pedreiras, carpinteiras e faxineiras. Ainda não são muitas, mas a maioria, segundo  seus chefes, trabalha com excelência.

 Conforme dados do sindicato laboral, o sexo feminino  na construção civil, que não chega a representar nem 4% da mão de obra, é respeitado e imediatamente aceito por seus colegas homens, em todas as áreas nas quais atua.

 Os empresários concordam  e garantem que há no mercado de trabalho excelentes engenheiras e técnicas em segurança. Também se destacam nas construções aquelas que fazem o rejuntamento das cerâmicas e a limpeza do canteiro de obras e do apartamento pronto, para receber a primeira visita do cliente. O capricho feminino nessas áreas é elogiado pelos mestres de obra e engenheiros.

 Os que trabalham na construção civil elogiam as mulheres também quando operam como técnicas de segurança. Dizem que elas têm muita atenção ao zelar por todos que circulam por uma construção, transmitindo  as informações  com clareza, com a autoridade de quem conhece as normas de segurança.

 A construção civil tem sido uma das opções para mulheres desempregadas no DF ou para aquelas que desejam mudar de profissão. Muitas chegam às empresas  com conhecimento adquirido por meio de cursos de capacitação oferecidos pelo SENAI e SEBRAE. Outras começam como faxineiras e aprendem novas funções no dia a dia.

O presidente do Clube de Engenharia de Brasília, João Carlos Pimenta, falou ao Jornal da Comunidade de sábado (27/08) sobre a importância da economia dos recursos naturais, e também sobre a implantação do sistema de reutilização da água da chuva nas obras. Veja abaixo:

 

Jornal da Comunidade 27/08/2011

Com a consciência no futuro

Empreendimentos imobiliários em Brasília já são feitos com projetos de aproveitamento da água da chuva. Preocupação das empresas é evitar o impacto negativo das construções na natureza

A economia de água vem se tornando, com o passar dos anos, prioridade para muitos segmentos da sociedade. Essa responsabilidade ecológica já contagiou até a construção civil. Engenheiros, construtoras e profissionais da área de meio ambiente se desdobram para economizar a água da capital.

O professor Gustavo Souto Maior, do Núcleo de Estudos Ambientais da Universidade de Brasília (UnB), acredita ser importante, antes de tudo, destacar a escassez de água no Distrito Federal. Por ser uma região que contém seus recursos hídricos concentrados em um lugar e que não teve reposição dessa água, todo o cuidado deve ser tomado.

“As fontes de abastecimento de água do DF estão basicamente divididas da seguinte forma: 65% na barragem do Descoberto, 20% na barragem de Santa Maria e 15% em pequenos mananciais. A oferta é a mesma, mas o consumo só aumenta e uma hora essa água acaba”, alerta o professor Gustavo.

A água fornecida pela Caesb nas residências é de ótima qualidade, conta o professor, e custa muito caro para o consumidor e para os cofres públicos. Então, qualquer forma de má utilização da água potável, como lavar carro, regar plantas ou lavar varandas, pode custar mais para o DF do que para o consumidor em sua conta no final do mês.

Economia

Por motivos como esses é que a opção encontrada por muitos moradores e empreendedores do DF foi implantar um sistema que possibilite a reutilização da água da chuva nas obras. O presidente do Clube de Engenharia do DF, João Carlos Pimenta, afirma que na cidade este é um assunto relativamente recente e que ainda não despertou muito a atenção da população. “É um assunto que se ouve muito a respeito, mas em Brasília ainda se ouve muito pouco” revela.

Entretanto, além da economia na conta de luz e do cuidado com os recursos hídricos da capital, há também a questão da impermeabilização do solo. Com o crescimento da cidade, o asfaltamento e a perda de áreas verdes fazem com que grandes enxurradas e enchentes ocorram cada vez mais. Com o armazenamento da água dessas chuvas, menos água cairá no solo e as chances de enchentes irão diminuir também.

Existem várias formas de coleta da água da chuva para utilização doméstica e cada uma vai ter um valor determinado, variando de local, material usado e mão de obra. Uma das formas mais comuns é quando a água é coletada no telhado da casa ou prédio e armazenada em cisternas no térreo ou subsolo. Nessas cisternas são instaladas bombas e o encanamento necessário para direcionar a água. Em alguns casos são instalados equipamentos para filtrar a água, dependendo do proprietário.

Entretanto, são necessários alguns cuidados. O telhado tem uma grande concentração de impurezas, principalmente na época da seca, quando há grande quantidade de folhas e ventos que as espalham, daí a necessidade do filtro. É importante também dar uma atenção especial aos reservatórios de água, caso esse armazenamento não tenha manutenção correta, pois a saúde dos moradores e funcionários de condomínios pode ser ameaçada.

Investimento de longo prazo

Esse modo de reaproveitamento da água esbarra em alguns custos adicionais. Mas o professor Gustavo Souto Maior garante: “É um investimento que em princípio pode demandar um pouco mais de dinheiro, mas no longo prazo fará bem ao meio ambiente e à conta de água das pessoas”.

O engenheiro João Carlos completa: “Essa atitude exige uma despesa inicial mais elevada que o comum. É preciso uma cisterna para o armazenamento da água, mas as tubulações, por exemplo, podem ser utilizadas da estação.”

A meta principal do Setor Noroeste é a de ser o primeiro bairro ecológico do Brasil. Ações como a preservação do verde e a implementação de serviços ecologicamente corretos, priorizados neste setor, abrem as portas à criação de novos hábitos de vida para a população de Brasília. O residencial Viverde, da Construtora Vilela e Carvalho, é um dos mais adiantados do bairro e reflete efetivamente essa mudança de consciência.

O engenheiro responsável pela obra, Antônio Carlos Golveia, explica como é feita a obra sem que o meio ambiente seja afetado: “No Noroeste, por lei, temos de seguir a parte da sustentabilidade nos canteiros de obra. No Viverde não podia ser diferente. Aqui reutilizamos a água para uma série de coisas, inclusive na lavagem e produção do concreto da betoneira”, conta.

A reutilização da água no residencial Viverde é feita através da decantação. A água suja é colocada em um tanque para ficar em repouso.

Depois de determinado tempo, as impurezas da água vão para o fundo do recipiente e o líquido pode então ser reutilizado na produção de concreto, por exemplo.

As vantagens desse dispositivo

• Redução do consumo de água da rede pública e do custo de fornecimento do líquido.

• Evita a utilização de água potável onde esta não é necessária, como, por exemplo, na descarga de vasos sanitários, irrigação de jardins, lavagem de pisos, etc.

• Os investimentos de tempo e de dinheiro são mínimos para adotar a captação de água pluvial na grande maioria dos telhados. E o retorno do investimento ocorre a partir de dois anos e meio.

• Economia ecológica e financeira de um recurso natural escasso em toda a cidade e disponível em abundância no telhado.

• Ajuda a conter as enchentes, represando parte da água que teria de ser drenada para galerias e rios;

• Encoraja a conservação de água.

João Carlos Pimenta completa um ano no Clube de Engenharia

Thursday, August 18, 2011 @ 06:08 PM
Lara Cristina

 

O presidente do Clube de Engenharia de Brasília (CENB), João Carlos Pimenta foi o  personagem Perfil Imobiliário do Caderno de Imóvel do  Jornal Alô BRasília dessa quinta-feira (18).  Confira abaixo: 

Em defesa da Engenharia

 

 

 

 

O presidente do Clube de Engenharia, João Carlos Pimenta, falou ao Jornal da Comunidade sobre a importância da aproximação das universidades com o mercado de trabalho para solucionar a falta de mão de obra na construção civil. A assessoria de imprensa do Clube de Engenharia de Brasília é feita pela Capitare. Leia aqui:

Busca da excelência profissional

Engenheiros defendem aproximação da universidade com mercado para solucionar falta de mão de obra qualificada. Estágios são incentivados por quem atua na área

PAULO ROCHA
SARA BUENO

Redação Jornal da Comunidade

O mercado se ressente de qualificação especializada, daí a importância de se aproximar os futuros engenheiros do mercadoFoto: Divulgação
O mercado se ressente de qualificação especializada, daí a importância de se aproximar os futuros engenheiros do mercado

Por todo o país estão sendo travados debates a respeito da melhoria do ensino da engenheria a fim de evitar a evasão dos profissionais para outras áreas. O Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (Seesp) e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promoveram, no mês passado, na capital paulista, uma discussão em torno das possíveis soluções para resolver o problema de falta de profissionais e da defasagem na especialização e na experiência daqueles que atuam no mercado. O encontro focou nos desafios da relação entre universidades e empresas, com o tema inovação.

O evento foi realizado na sede do Seesp e contou com a participação de Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha, de empresas como Lanxess, Siemens, Robert Bosch Ltda e do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa. Murilo Celso de Campos Pinheiro, engenheiro eletricista e presidente do Seesp e da FNE, encabeça nacionalmente a discussão, que considera ampla e cujos frutos serão a contribuição das entidades envolvidas no debate ao mercado de trabalho. “Deve-se aumentar o número de formandos em engenharia, além de existir a necessidade de uma maior especialização por parte dos profissionais na área em que atuam. O mercado se ressente de qualificação especializada. Aprimoramento é sempre preciso”, argumenta.

Murilo explica que a FNE , em conjunto com todos os sindicatos de engenheiros do Brasil, tem um projeto de formação profissional para apresentar ao Ministério da Educação (MEC). “O objetivo é a criação do Instituto Superior de Inovação Tecnológica (Isitec), que é uma faculdade de engenharia de inovação”, esclarece. O Isitec tem previsão de ser inaugurado em 2012 a fim de formar, especializar e requalificar engenheiros. Para tanto serão oferecidos cursos de graduação, especialização, pós-graduação e pós-doutorado.

Murilo defende o intercâmbio entre universidades e empresas para alcançar excelência no ensino e na formação de competências e habilidades profissionais. Devido a isso, o próprio Isitec oferecerá parcerias internacionais.

Prática é a receita do aperfeiçoamento

João Carlos Pimenta, engenheiro civil e presidente do Clube de Engenharia de Brasília (Cenb), concorda com o colega que deveria haver maior interatividade entre estudantes e mercado de trabalho. “A universidade deveria estar mais presente, mais próxima de órgãos relacionados à experiência profissional. O ensino é muito teórico e o dia a dia do trabalho exige uma prática maior”, observa.

Ele acha necessário a atuação profissional dos estudantes de engenharia antes de se formarem. “Tem engenheiro que sai da faculdade e não sabe, de fato, do que se trata o trabalho”, avalia. João Carlos não considera especializações e títulos fundamentais para uma boa atuação no mercado, mas reforça que o conhecimento do trabalho é essencial. “A experiência profissional é o que mais conta. Nada como a prática para ensinar”, sintetiza.

Pimenta acha que deve haver maior interatividade entre estudantes e o mercadoFoto: Rose Brasil

Pimenta acha que deve haver maior interatividade entre estudantes e o mercado

Eduardo dos Santos, 22 anos, estudante de engenharia civil da Universidade Paulista (Unip) de Brasília, estagia na empresa ARP Engenharia há um ano e três meses. Ele revela que a experiência vivida no mercado de trabalho, enquanto estudante, tem sido muito importante para sua formação profissional. “Na faculdade se vê muita teoria e pouca prática. O estágio abre muito a cabeça da pessoa, que consegue ver realmente como é o mercado de trabalho. Acho fundamental ter essa experiência durante a graduação”, declara.

Eduardo acredita que o aluno formado sem se familiarizar com o mercado está em defasagem em relação a outros que procuraram esse conhecimento. “Meu conselho é que se procure um estágio. Existem muitas oportunidades por aí. É um mercado muito valorizado. Há vagas e paga-se bem, mas faltam engenheiros”, resume. João Carlos relembra um período em que o mercado não tinha bons empregos e os profissionais migravam para outras áreas mais rentáveis. “Com as mudanças na economia e o crescimento da construção civil, há uma demanda muito grande por engenheiros experientes. Agora o mercado é bom e disputado”, analisa.

Academia

A Rossi desenvolveu o programa Academia Rossi, criado para capacitar e qualificar profissionais com nove programas. Focando em engenharia destacam-se o Programa Escola de Engenharia e o Programa Futuro Engenheiro. Como os módulos são direcionados aos mais diferentes perfis de profissionais, as oportunidades foram estendidas até o nível gerencial.

Os cursos visam desenvolver competências técnicas e comportamentos, contemplando consultorias externas e internas. O mercado de trabalho é muito extenso e ainda carece de mão de obra qualificada. O estudante que não estagia durante o curso chega cru no mercado de trabalho.

CENB dá dicas de sustentabilidade na Construção Civil

Monday, July 4, 2011 @ 12:07 PM
Lara Cristina

O presidente do Clube de Engenharia de Brasília (CENB) João Carlos Pimenta falou sobre sustentabilidade na Construção. apontando como as empresas podem reaproveitar os restos de entulho e quais destinações dar a este material em entrevista ao  para o Jornal da Comunidade. Confira (aqui):  

Entulhos têm a sua função

Lei do Conama obriga construtoras a separarem o lixo da construção. Empresas que recolhem resíduos terão de reciclá-los. E o material pode vir a ser reutilizado na pavimentação de vias públicas

AMANDDA SOUZA – achristina@jornaldacomunidade.com.br 
Redação Jornal da Comunidade

Você sabia que todos os municípios são obrigados por lei a realizar a destinação correta dos resíduos da construção civil? E que o entulho pode gerar riqueza e ser aproveitado? Pois é, a lei do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de número 307, de 5 de julho de 2002, surgiu a partir da necessidade de redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos provenientes da construção civil. Além disso, a disposição dos entulhos em locais inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental. Portanto, todos os restos deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil.

A regulamentação diz que os resíduos da construção civil representam um significativo percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas e os geradores desses resíduos devem ser responsáveis pelos restos das atividades de construção, reforma, reparos e demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos. Por isso, todo material resultante das obras deve ser gerenciado na busca de reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos.

João Carlos Pimenta, presidente do Clube de Engenharia, revela que este é um assunto emergente, antigo. “Em Brasília, já se tentou implantar um projeto para a reciclagem do material de obras, fez-se estatísticas do entulho de obras, mas não deu certo. Alega-se que o material extraído das obras não dá lucro. Agora, com a resolução do Conama que obriga a coleta seletiva em obras, a situação deve mudar”, explica. Além disso, ele afirma que, em agosto do ano passado, foi sancionada uma lei de resíduos sólidos, com prazo para entrar em vigor. “Então, os municípios têm que dar uma solução. Não basta só as construtoras fazerem a coleta seletiva. As empresas têm de dar seguimento, senão o caminhão de lixo irá misturar tudo outra vez”, ressalta.

Resíduos como tijolos, blocos cerâmicos, concreto, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha, fazem parte deste material que deve ser separado e, posteriormente aproveitado.

 Reaproveitar os resíduos da construção de uma obra é tornar o trabalho sustentável e reduzir o impacto sobre a natureza

Foto: Rúbio Guimarães – Reaproveitar os resíduos da construção de uma obra é tornar o trabalho sustentável e reduzir o impacto sobre a natureza.

Caenge respeita a legislação

 André Sosti Perini, engenheiro da Caenge Ambiental, diz que a empresa, em suas obras, atende às exigências da lei.  “Realizamos a segregação dos diversos materiais existentes no entulho de obra por classes. Com isso, evita-se a contaminação dos resíduos classe A e B, tornando possível que estes resíduos sejam desviados do aterro e voltem como produtos reciclados para serem reutilizados pela indústria da construção”, garante.

A partir da triagem do material dentro do canteiro de obras, cada classe dos resíduos tem uma destinação. “Os resíduos classe A (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, blocos, tubos, meios-fios, entre outros) seguem para a usina de processamento de entulho ou são processados pelo britador móvel da construtora. 

 Já os resíduos classe B (plástico, papel, papelão, vidro, metais) são doados ou comercializados a cooperativas de recicladores locais. Os resíduos classe C, como não são passíveis de serem reciclados ou reaproveitados, são os únicos a serem encaminhados para o aterro”, explica.  

 Além disso, Marco Aurélio Gonçalves, diretor da Caenge, diz que há uma política de reciclagem na empresa. “Tanto nas obras quanto no escritório central da empresa são desenvolvidos programas de segregação de resíduos (papéis, óleo usado, sucatas, cartuchos, entre outros) que viabilizam a coleta seletiva e possibilitam que os materiais coletados sejam encaminhados para a reciclagem ou para destinação adequada”, reitera.

O diretor de construção da Via Engenharia, Inácio Vasconcelos, acrescenta que a empresa preza pelo planejamento das obras para evitar os resíduos e o desperdício. “Trabalhamos fortemente a etapa de projetos, desenvolvendo projetos como o detalhamento de arquitetura. Os operários são treinados nos procedimentos de execução e conscientizados da importância da redução do desperdício. Dessa forma, são reduzidos os retrabalhos, as perdas de material e a geração de entulho. Porém, quando ocorrem restos, os materiais são aproveitados por meio da coleta seletiva de resíduos e da reutilização como os derivados de cimento, argamassas, blocos, tijolos, madeiras e os plásticos que vêm de tubulações e conexões”, detalha.

Sustentabilidade
Um dos objetivos de coletar entulhos deve ser a sustentabilidade. João Carlos, do Clube de Engenharia, diz que os restos da construção podem ser aproveitados como base de pavimento para vias públicas, o que diminui a quantidade de brita e cascalho.

Mathias Heider, engenheiro de minas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), explica que, na questão dos entulhos, há as usinas de reciclagem, que fazem a classificação e moagem dos entulhos, gerando areia e brita. “De acordo com o material classificado, a brita pode ser usada como base de pavimento, dependendo do tipo de entulho. Pelo conceito de sustentabilidade, o reaproveitamento de resíduos e entulhos mantém reservas intactas para as futuras gerações, que seriam usadas hoje, se não houvesse o reaproveitamento destes resíduos”, revela. Ele conta que a tendência agora é de reduzir também os entulhos e fazer construções sustentáveis. E, por outro lado, eliminam-se resíduos que ocupariam aterros e botas-foras em outras obras.

“Quanto mais duro for o material, melhor será seu uso na pavimentação das estradas. Por isso, o basalto é a melhor brita que existe para este serviço. Na economia de brita e cascalho, usa-se mais material que seria colocado em pilhas de estéril, bacias de rejeito, botas-foras de prefeituras (no caso dos entulhos). O calcário que não serve para cimento é utilizado para a produção de agregados. Outras empresas de mineração também já estão aproveitando esta oportunidade. Assim, o que seria um custo ambiental vira uma oportunidade de faturamento”, detalha Mathias.

Para recolher entulhos e restos de obras, há diversas empresas destinadas. João Rodrigues de Lima, proprietário da Só Entulhos, diz que qualquer pessoa que mexa com obras e reformas pode contratar este tipo de serviço. Quanto à reciclagem do material, ele conta que há um projeto encadeado por uma cooperativa, mas infelizmente ainda não está em vigor e o material recolhido é despejado no lixão da Estrutural. “Já temos uma área e uma usina, mas ela fica distante e, para ter êxito na reciclagem, temos de diminuir custos e precisamos de pontos de transbordo que façam a segregação do material”, explica.

Ele conta que, quando se recicla um metro de entulho, deixa-se de retirar um metro de material nativo. “Um metro de brita é um metro de brita a menos na pedreira. Quanto menos material tirado da natureza, menos material poluindo o ambiente. Se reciclarmos este material, esses resíduos poderão voltar 100% para a construção civil, ainda mais em Brasília, que tem um dos lixos mais ricos do Brasil devido às reformas e construções”, observa.

João Carlos Pimenta fala sobre inclusão para o Jornal da Comunidade

Monday, June 27, 2011 @ 06:06 PM
Lara Cristina

O presidente do Clube de Engenharia de Brasília, João Carlos Pimenta, fala sobre a inclusão de pessoas com deficiência na Construção Civil. Veja a reportagem do Jonal da Comunidade (aqui):

Oportunidades muito especiais

Construtoras estão se adaptando para receber os profissionais portadores de deficiências físicas e mentais em seus canteiros

DANIEL GUERRA – dguerra@jornaldacomunidade.com.br 

Redação Jornal da Comunidade

Conseguir um emprego não é fácil. Apesar do momento estável da economia brasileira, a última pesquisa realizada no país sobre o mercado de trabalho mostra que, entre dezembro de 2010 e março de 2011, a população desempregada cresceu 0,3%, chegando à marca de 6,4%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para os portadores de necessidades físicas, a dificuldade é maior em razão das limitações do corpo. No mercado da construção civil, então, os empecilhos são ainda maiores.

Senai formará um grupo de portadores de deficiência para trabalhar em algumas especialidades nos canteiros de obras

Foto: Divulgação – Senai formará um grupo de portadores de deficiência para trabalhar em algumas especialidades nos canteiros de obras

Taxa de desemprego

A taxa de desemprego entre os deficientes físicos no Brasil equivale ao triplo da relativa às pessoas sem nenhum tipo de deficiência. O IBGE contabiliza 24,6 milhões de brasileiros com alguma deficiência; contudo, apenas 1,25% deles está empregado. Apesar desse quadro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa que 143 mil deficientes ingressaram no mercado de trabalho formal entre 2005 e 2010.

O Serviço Nacional da Indústria no Distrito Federal (Senai-DF) é uma das entidades que trabalham com a inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho da construção civil. Totalmente gratuitos, os cursos terão início em agosto e serão ministrados nas unidades de Taguatinga e do Guará. Com carga horária de 300 horas, divididas em três meses, as turmas iniciais formarão profissionais nas especialidades de eletricista predial, assentador de revestimento cerâmico e apontador/almoxarife.

Ana Luzia Brito, diretora de tecnologia e formação profissional do Senai-DF, explica a política de contratação e aproveitamento desses profissionais após concluído o curso. “Dentro da sistemática operacional prevista para o desenvolvimento desses cursos, os candidatos serão contratados pela empresa em caráter experimental por três meses”, explica. Ao todo, são 200 horas na escola do Senai Taguatinga e 100 horas na empresa, já no posto de trabalho.

A diretora acredita que a metodologia adotada pelo Senai é adequada à inclusão. “Trabalhamos com situações reais simuladas, que aumentam a capacitação e a confiança dos alunos. O convívio com o contexto real traz experiência. Nós chamamos de ‘aprender a fazer fazendo’”, completa a diretora.
As turmas são montadas com no máximo 15 alunos, visando a um maior aproveitamento do conteúdo e um tempo maior para que haja a troca de ideias.

Inclusão evolui bem

Ana Luzia lembra o Pacto Coletivo para Inclusão de Pessoas com Deficiência, citado na Lei Federal nº 8.213/91. No Distrito Federal participam o Senai, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), a Coordenadoria para Inclusão da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Corde-DF), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICMB), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no DF (SRTE-DF) e o Clube de Engenharia da Brasília (Cenb).

Ana Luzia acha que o cenário da inclusão evolui bem após o pacto, firmado no fim de 2010. “Não só em nível de DF, mas nacionalmente falando. As resoluções do pacto mostram claramente o empenho de contribuir para a inclusão e, de fato, promovê-la”, conclui. Porém, a diretora explica que nem sempre os portadores de necessidades especiais querem trocar o benefício que recebem pelo salário correspondente à função.

O Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC-Loas) é integrante do Sistema Único da Assistência Social (SUAS). É pago pelo governo federal, operacionalizado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às condições mínimas de uma vida digna.

Para terem acesso ao benefício, os deficientes precisam comprovar que a renda mensal do grupo familiar per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo, além de serem avaliados pelo INSS quanto à incapacitação para a vida independente e para o trabalho.

 Legislação estabelece percentual de vagas

João Carlos Pimenta diz que falta de qualificação explica postos de serviço vagos 

Foto: Rose Brasil – João Carlos Pimenta diz que falta de qualificação explica postos de serviço vagos

João Carlos Pimenta, presidente do Clube de Engenharia de Brasília (Cenb), explica o panorama da inclusão dos deficientes em nível federal.

“Existe uma determinação legal para que empresas com mais de 100 empregados destinem pelo menos 2% das vagas a portadores de necessidades especiais. Grande parte das empresas cumpre a norma, mas não é fácil encontrar profissionais deficientes e com capacitação elevada”, diz.

Existem conversas entre os integrantes do Pacto Coletivo para Inclusão de Pessoas com Deficiência no DF para encontrar entendimentos. “A falta de mão de obra qualificada é a principal causa dos postos de serviço vagos. As entidades estão conversando para resolver detalhes como, por exemplo, as multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho, mesmo com o empenho das empresas de construção civil”, explica Pimenta.

A lei federal 8.213/91 dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Em seu artigo 93, cita que, para empresas com até 200 empregados, o percentual é de 2%; de 201 a 500 empregados, 3%; de 501 a 1.000, 4%; e com mais de 1.001 empregados, de 5%.
No artigo 133 da mesma legislação está descrita a multa aplicável às empresas que não cumprirem a lei. Em valores atualizados, a sanção varia de R$ 1.254,89  a R$ 125.487,95.



Clube de Engenharia de Brasília dá dicas de contrução na Rádio nacional

Wednesday, June 22, 2011 @ 12:06 PM
Lara Cristina

 O presidente do Clube de Engenharia de Brasília, João Carlos Pimenta concedeu entrevista á Rádio Nacional AM, no programa Cotidiano, com Luíza Inês. No programa, ele citou dicas de como economizar e evitar transtornos na hora de iniciar obras em casa, nesta época do ano. Confira:

Entrevista Cotidiano Rádio Nacional AM 22-06-2011

 A Markimob e o Clube de Engenharia de Brasília falam no Jornal da Comunidade sobre o aumento nas contratações na Construção Civil e a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. Veja (aqui):

 Mais empregos nos canteiros

Crescimento da construção civil gera recorde de contratações formais. O saldo de vagas sobe 43,5% em relação a 2009. No entanto, um problema que persiste no setor é a falta de qualificação da mão de obra, o que acaba causando atraso na entrega dos empreendimentos

 Sara Bueno
ssouza@jornaldacomunidade.com.br  Redação Jornal da Comunidade

O aquecimento da construção civil tem resultado na geração de milhares de empregos. Mão de obra tem de sobra nos canteiros, o que falta é qualificação
Foto: Sandro Araújo/Cedoc  O aquecimento da construção civil tem resultado na geração de milhares de empregos. Mão de obra tem de sobra nos canteiros, o que falta é qualificação
 
A construção civil contratou, no ano passado, 254.178 trabalhadores. Foi o melhor saldo de geração de empregos formais desde 1996 e representou quase 12% da geração total de postos de trabalho no Brasil no período. Estes dados foram apurados no Estudo Setorial da Construção pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O documento foi divulgado no dia 12 de maio deste ano e revela que a indústria da construção civil cresceu 11,6% em 2010. O melhor desempenho dos últimos 24 anos, a se considerar os dados do Produto Interno Bruto (PIB) setorial.
 
O Dieese aponta que essa evolução de 43,5% na criação de empregos, de 2009 a 2010, é resultado da combinação do apoio de bancos públicos, da queda dos juros, da redução de impostos e do aumento de obras públicas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Minha Casa, Minha Vida.
Elson Póvoa, engenheiro e ex-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), prevê um crescimento maior para o setor. “A Copa do Mundo vai gerar obras no estádio, no aeroporto e em toda a estrutura da mobilidade urbana do Distrito Federal. Isso significa mais de R$ 3 bilhões a serem aplicados no setor. A obra pública vai alavancar muitos postos de trabalho, especialmente se contar com a área imobiliária. O mercado vai ficar superaquecido e a demanda por mão de obra, principalmente a qualificada, vai ser muito grande”, analisa.
 
Apesar do aumento do número de empregos formais em 2010, dados preliminares do Sinduscon-DF revelam que, de 2010 a 2011, a quantidade de funcionários foi mantida, com pequeno decréscimo no início do ano. “Em março de 2010 tivemos 68 mil empregados e em fevereiro de 2011 mantivemos esse número. Mas em março foram dispensados seis mil empregados devido ao término de obras públicas. A estimativa para 2011 é que haja a recomposição dessa perda e o crescimento de mais 10% em relação a 2010”, diz Elson.
 
A indústria da construção civil, caracteristicamente, conta com uma alta rotatividade de contratações e demissões por causa do início e término de obras. O ex-presidente do Sinduscon defende, entretanto, que isso não representa uma ameaça ao trabalhador, porque as empresas tendem a conservar a mão de obra. 
 
Trabalhadores recebem além do piso salarial
O Dieese ressalta que o crescimento da admissão de algumas funções não significa contratações em todas as ocupações da construção civil. Dados apurados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que a ocupação que mais contratou em 2010 foi a de servente de pedreiro, com 142.896 admissões, seguido do emprego de pedreiro, com 19.872, e da ocupação de auxiliar de escritório, com 8.279 postos de trabalho preenchidos.
 
O Sinduscon-DF revela que no Distrito Federal o piso salarial do servente está em torno de R$ 610 e de profissional, em R$ 1.010. No entanto, Elson rebate que o trabalhador da construção civil tem oportunidade de ganhar além desses valores. “Um profissional bem qualificado tira mais de três vezes o piso salarial, porque trabalha em regime de produção. O próprio servente recebe prêmios pelas tarefas que cumpre”, informa.
 
Esses valores, no entanto, vão mudar. A convenção coletiva de trabalho da construção civil 2011 estabeleceu um reajuste salarial. “O aumento do piso foi em torno de 11% e em novembro vai passar para 16%. A massa salarial, aqueles fora do piso, teve reajuste de 9%”, reporta Elson. Benefícos para os profissionais  
Elson Póvoa diz que o trabalhador da construção civil ganha bem acima do piso
Foto: DivulgaçãoElson Póvoa diz que o trabalhador da construção civil ganha bem acima do piso
 
O Seconci-DF (Serviço Social do Distrito Federal) é uma entidade formada a partir da junção do Sinduscon-DF com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICMB), a qual busca oferecer benefícios alternativos aos empregados formais do setor operacional da construção civil.  
O ex-presidente do Sinduscon-DF explica que a entidade recolhe 1% da folha bruta de pagamento de cada empresa para ter recursos e atender a demanda.
“O Seconci dá assistência médico-odontológica, alfabetiza e dá cursos de informática para o trabalhador e para seus dependentes. No dia a dia, o trabalhador recebe o café da manhã, que consta, no mínimo, de um copo de café com leite e dois pães com manteiga; o almoço, ou tiquet refeição ou uma cesta básica; e o vale transporte. Além disso, a entidade oferece um seguro de vida para o operário, em que, havendo qualquer catástrofe, a família vai ser amparada com recursos. É um trabalho extraordinário”, discursa Elson.

Falta mão de obra qualificada
João Carlos Pimenta, engenheiro e presidente do Clube de Engenharia de Brasília (CENB) reconhece a alta demanda de empreendimentos como causadora do aumento de contratações formais no setor da construção civil.

Entretanto, para Pimenta, a indústria não está saturada e precisa de mais operários. A grande queixa do engenheiro é que há postos de trabalho, mas não há mão de obra qualificada disponível.
Ele ressalta que a deficiência de conhecimento especializado por parte dos trabalhadores afeta a produtividade da indústria. “Há grande perigo de atrasar obras por causa da falta de qualificação”, afirma João Carlos Pimenta. 
 
Tendência é de manter os operários
Lindiane Cardoso, gerente de engenharia e empreendedorismo da MarkImob, confirma a informação divulgada pelo Dieese e declara que houve crescimento do número de empregados formais na empresa. “O aumento foi por causa da grande quantidade de obras”, justifica.
 
A alta demanda do mercado da construção civil também foi o motivo atribuído por Cláudio Seabra, superintendente administrativo da Caenge, para a contratação do equivalente a quase 20% do total de funcionários da empresa em 2010. A construtora conta com um total de 1.115 empregados, dos quais 200 foram contratados ano passado.
 
Apesar do aumento do quadro de funcionários, Cláudio reclama da insuficiência de trabalhadores. “A mão de obra está escassa por causa da quantidade de obras feitas em Brasília”, explica.
 
Tanto a Caenge quanto a MarkImob defendem a permanência de funcionários contratados. “Procuramos preservá-los porque trabalham dentro dos padrões da empresa, em que o nível de qualidade é maior. Temos funcionários que estão conosco há dez anos”, esclarece Lindiane. Para Cláudio, a Caenge vai contra a tendência de rotatividade do mercado. “A empresa contrata pensando em manter os empregados. Nossa rotatividade é baixa”, sustenta.
 
Em concordância com os dados do Dieese, as empresas reportam que a maior parte dos novos empregados formais é formada por pedreiros e serventes. “Em 2010 foram criados aproximadamente 200 postos de trabalho para a área operacional. Hoje contamos com 110 trabalhadores ativos devido à finalização de obras”, diz Lindiane.
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